“O esporte na Praia de Icaraí”

Série “Crônicas de Icaraí”

(…)
Mas nem tudo é maré-mansa no mar preguiçoso de Icaraí. No limite oeste da praia, onde ela começa pra quem vem do Centro, uma cama de pedras perturba o idílio da praia com o mar. E este responde, fazendo onda, que vai se quebrar nas pedras do Índio e Itapuca. Em frente a esta última, a rapaziada pratica o “surf”, e a miuçalha dos 10 aos 15 anos faz “jacaré”, com pequenas pranchas, que deslizam a alta velocidade por sobre o leito de pedras pontiagudas incrustadas de mariscos – verdadeiro faquirismo aquático, “roleta niteroiense”. Aliás, nesse capítulo das “socas”, Icaraí tem uma bossa: o mar-esqui, uma prancha redonda, como fundo de barril, capaz de atingir a última espuma das ondas.

Além dos esportistas, as pedras do Índio e Itapuca são muito procuradas pelos pintores; não há exposição de marinhas em Niterói em que não se vejam as indefectíveis… Afinal, a própria forma da praia sugere uma palheta de pintor. (…)

Texto de GUALTER MATHIAS NETTO – transcrito com a grafia da época
Fotos de Hélio Passos
Da reportagem de O CRUZEIRO, de 7 de janeiro de 1967

Surfistas em frente à pedra de Itapuca, 1966/1967
Esqui na areia da Praia de Icaraí, 1966/1967
Surf na Praia de Icaraí (próximo à Pedra de Itapuca) 1966/1967

(Fonte: Grupo de História de Niterói, Facebook, Acesso em 9/10/2016)

(Texto apresentado na reunião semanal do Rotary Club de Niterói Icaraí de 29/11/2017)

 

 

Anúncios