“O mar beija a praia com ternura”

Série “Crônicas de Icaraí”

Antigamente, a cidade chamava-se Vila Real da Praia Grande. Muito a propósito, aliás, Niterói é quase uma ilha, cercada de praias por quase todos os lados. E Icaraí é o carro-chefe dessa alegoria colorida que é a Long Beach cabocla. Uma Long Beach sem desfiles de beleza organizados, mas com grande densidade de beldades em maiô, de que Icaraí é o centro de gravidade ou o ponto imantado.

Icaraí é sal e é sol, e também é sul: fica na Zona Sul da cidade; mas como todos os caminhos levam a ela, de todos os pontos convergem garotas (e paqueras), até do Rio de Janeiro.

O mar, que em outras praias mete medo pela sua fúria, diante de Icaraí se amansa e se inclina para beijá-la. Nesse manso lago azul, tocadas pela brisa cheirosa, deslizam suaves, as velas, e latagões bronzeados e musculosos fazem correr os ioles desde o Clube de Regatas – porque Icaraí tem também o seu clube de regatas. Rápidas lanchas trazem, unidos por um cordão umbilical, os destemidos praticantes de esqui-aquático, em seus passeios tão emocionantes quanto os da aventura espacial.

Texto de GUALTER MATHIAS NETTO – transcrito com grafia da época
Foto de Hélio Passos 
Revista O Cruzeiro, 7 de janeiro de 1967

(Fonte: Grupo de História de Niterói, Facebook, Acesso em 10/12/2017)

 

 

 

 

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