“O esporte na Praia de Icaraí”

Série “Crônicas de Icaraí”

(…)
Mas nem tudo é maré-mansa no mar preguiçoso de Icaraí. No limite oeste da praia, onde ela começa pra quem vem do Centro, uma cama de pedras perturba o idílio da praia com o mar. E este responde, fazendo onda, que vai se quebrar nas pedras do Índio e Itapuca. Em frente a esta última, a rapaziada pratica o “surf”, e a miuçalha dos 10 aos 15 anos faz “jacaré”, com pequenas pranchas, que deslizam a alta velocidade por sobre o leito de pedras pontiagudas incrustadas de mariscos – verdadeiro faquirismo aquático, “roleta niteroiense”. Aliás, nesse capítulo das “socas”, Icaraí tem uma bossa: o mar-esqui, uma prancha redonda, como fundo de barril, capaz de atingir a última espuma das ondas.

Além dos esportistas, as pedras do Índio e Itapuca são muito procuradas pelos pintores; não há exposição de marinhas em Niterói em que não se vejam as indefectíveis… Afinal, a própria forma da praia sugere uma palheta de pintor. (…)

Texto de GUALTER MATHIAS NETTO – transcrito com a grafia da época
Fotos de Hélio Passos
Da reportagem de O CRUZEIRO, de 7 de janeiro de 1967

Surfistas em frente à pedra de Itapuca, 1966/1967
Esqui na areia da Praia de Icaraí, 1966/1967
Surf na Praia de Icaraí (próximo à Pedra de Itapuca) 1966/1967

(Fonte: Grupo de História de Niterói, Facebook, Acesso em 9/10/2016)

(Texto apresentado na reunião semanal do Rotary Club de Niterói Icaraí de 29/11/2017)

 

 

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Dr. Paulo Cesar II

Pesquisando mais um pouco sobre Dr. Paulo César de Andrade, encontramos na internet uma matéria, versando sobre outros interesses do personagem acima, além da Medicina. Veja:

O sonho do hipódromo

Por Jorge Nunes

Durante todo o século XIX, as corridas de cavalo eram praticamente a única distração esportiva – com o “plus” de uma aposta – que existia na cidade, pois o futebol e outras modalidades aqui só chegaram no século XX. Que o diga o comerciante da Venda da Cruz, que as promovia todos os domingos em frente a seu estabelecimento comercial, mas não se identificava, para evitar problemas. Era o princípio de 1885, porém bem antes, em 1857, os jornais já anunciavam corridas no Fonseca e no Maruí, com cavalos do Cabo, para onde os gonçalenses iam quando por aqui não havia nada similar programado.

Portanto, era natural que aqui também se quisesse algo oficial do gênero: afinal de contas, já existiam pelo menos cinco hipódromos no Rio e, na Província, os municípios de Petrópolis e Nova Friburgo tinham os seus. E não existiria na capital da Província? Absurdo.

Por isso, em 28 de fevereiro de 1885, reuniram-se 27 pessoas, por iniciativa do médico Paulo Cesar de Andrade (1848/1899) e do conde de Herzberg (Carlos de Herzberg nasceu em Hanôver, Prússia, atual Alemanha, em 11 de janeiro de 1822, era capitão reformado do exército prussiano e instrutor de cavalaria, veio para o Rio, foi um dos fundadores do Jóquei Clube Brasileiro e empresário funerário no Rio, era casado com Leopoldina Suckow e faleceu em 15 de setembro de 1899), para criar o hipódromo do lado de cá da Guanabara. A presidência dos trabalhos coube inicialmente ao dr. Paulo César, que a transmitiu ao comendador e empresário Domingos Moitinho quando este chegou ao evento. O fazendeiro em Neves, José de Moraes e Silva, ofereceu ampla área junto ao mar e, para avaliá-la, foi composta comissão integrada pelo Conde Herzberg, comendador Henrique Possolo, Francisco Luiz Tavares, Cesar Bourbon e o engenheiro Dionísio da Costa e Silva, ao mesmo tempo tendo sido adotados provisoriamente os estatutos e o código de corridas do jóquei da corte. Dias depois, a comissão estimou em 6:000$000 o valor do terreno, tendo sido assinada em 27 de abril a escritura de compra.

Antes, em 15 de março, foi realizada a reunião de eleição da diretoria (médico Paulo Cesar de Andrade, presidente; Henrique Possolo, vice-presidente; Leopoldo da Cunha Júnior e o médico Torquato de Gouveia, 1º e 2º secretários; e Bernardo Belisário de Lemos Silva, tesoureiro) e dos conselhos geral e fiscal. Aceitou-se a avaliação do terreno oferecido por Moraes e Silva e decidiu-se a denominação do hipódromo: Guanabara. Para construí-lo, foi aberta concorrência, de que participaram o construtor Inácio Tavares de Souza, de Botafogo, e a Sociedade Edificadora, de São Cristóvão, que propuseram 36:500$000 e 59:000$000, vencendo a primeira participante. O projeto, do engenheiro Dionísio da Costa e Silva e do arquiteto Heitor de Cordoville, previa raia de 1300 metros de extensão e arquibancadas com 138 metros para 1300 a 1400 pessoas, além das demais dependências. As obras tiveram início em 23 de maio, com previsão de conclusão a tempo de sua inauguração em sete de setembro, mas as chuvas causaram o retardamento por dois meses.

Porém, como levar os espectadores até lá? O próprio hipódromo construiu um cais de atracação para receber as lanchas da Companhia Ferry vindas do Rio e de Niterói; a Ferro Carril Urbano de Niterói, cujos bondes iam até o Barreto, solicitou, e obteve em 25 de maio, autorização para estender seus trilhos até Neves (cuja inauguração foi realizada em 18 de outubro); e o próprio José de Moraes e Silva abriu em suas terras uma rua, a que denominou Cônego Goulart (como é até hoje), para garantir o acesso daqueles que chegassem à estação da Estrada de Ferro Leopoldina, nas imediações.

A festa de inauguração foi algo excepcional. Para atrair visitantes, até então só tínhamos a Festa do Divino Espírito Santo, na Igreja Matriz de São Gonçalo, e o hipódromo marcou época. No dia oito de novembro de 1885, era ele inaugurado com pompa e circunstância. A empresa Carris Urbanos de Niterói colocou mais bondes em circulação entre Niterói e Neves, a Companhia Ferry (que fazia a ligação marítima entre Rio e Niterói) criou linhas especiais da corte diretamente às Neves, aproveitando o cais que neste hoje bairro de São Gonçalo fora construído, e diligências, tílburis e charretes faziam a ligação do centro de Niterói e também do arraial de São Gonçalo com o novo prado.

Depois das providências de praxe, com a banda do corpo policial (atual PMERJ) tocando as músicas da época e com o desenlace da fita inaugural, passou-se ao que interessava: as corridas. O primeiro páreo (Nictheroy) foi vencido por Sova, chegando em segundo lugar o cavalo Tchan Tchin-Tsung: o segundo páreo (Conde de Herzberg) teve como vencedores Aymoré e África; o terceiro (Oito de Novembro, data da inauguração), Bilter e Americana: o quarto (Animação) teve tantos animais (17) inscritos, que foi dividido em duas séries, vencendo a primeira as éguas Carolla e Bela Yayá e, a segunda, os cavalos Savana e Didi; o quinto (Experiência), Pastor e Sudamerikanyche; o sexto (Hyppodromo Guanabara), Pheynea e Garibaldi; e o sétimo e último páreo (Criadores), foi vencido por Garibaldi e Jaguary. As corridas variavam em extensão de 850, 1000, 1200 ou 1609 metros. O volume de apostas superou as expectativas: 52:680$000.

O leitor poderá estranhar que aqui não haja a citação dos jóqueis vencedores. Mas é preciso explicar: na época (e até boa parte do século XX), os importantes eram apenas os animais e não os seus condutores, notícia apenas quando se acidentavam. Que o diga o jóquei Francisco Luiz, que começou sua carreira no Hipódromo Guanabara, em Neves, deslocou-se para o Rio e em seguida para São Paulo, alcançando grandes vitórias e renome. Porém, na capital paulista, foi contaminado de tuberculose, voltou com a família para Neves e ali faleceu em janeiro de 1901, na mais completa pobreza.

Durante o restante do ano de 1885, as coisas foram bem, mas a partir de abril de 1886 começaram os problemas: em Niterói e todos os seus distritos (inclusive São Gonçalo) não havia gente com dinheiro (e interesse) em número suficiente para movimentar o prado e atrair o pessoal da corte não era fácil, posto que lá funcionavam quatro prados, dos quais só restou um, o Jóquei Clube Brasileiro, ainda hoje existente. O deslocamento dos cariocas até o outro lado da baía não valia a pena. As brigas internas eram tamanhas que o médico Paulo Cesar de Andrade (patrono da Rua Dr. Paulo César, em Icaraí, Niterói) resolveu se afastar e, em primeiro de maio seguinte, uma nova diretoria foi eleita, tendo Érico Peña à frente. Porém, o público reduzido continuava. Comissão composta de Fróes da Cruz, Francisco Luiz Tavares e Carlos de Azevedo foi ao presidente da província, em agosto de 1886, pedir mais uma viagem dos trens nos dias de corrida, mas não foi atendida. Até o cônego João Ferreira Goulart se envolveu e conseguiu uma vitória parcial: em janeiro de 1887, a província autorizou que a Carris Urbanos fizesse mais uma viagem de bonde aos domingos, até o prado. Mesmo assim, a situação não melhorou e as disputas internas cresceram, a ponto de Frederico do Couto ofender um dos pioneiros, José de Moraes e Silva (poeta, jornalista, fazendeiro, vereador, presidente da Câmara Municipal e, em decorrência, Chefe do Executivo) na assembleia de dezembro daquele ano. A partir de janeiro de 1888 aumentou-se o número de viagens de barcas. De novo, o resultado foi pífio na atração de frequentadores vindos da corte. Em setembro seguinte, assumiu nova diretoria presidida por Francisco Luiz Tavares, que instalou uma agência de inscrições de cavalos e para apostas no Rio e dividiu as pules (consideradas caras) em frações, a fim de atrair apostadores de menor renda. De novo, resultado nulo.

Bem que, proclamada a República e transformada a Província em Estado, seu primeiro governador, Francisco Portela, ainda tentou dar uma ajuda, ao patrocinar o Grande Prêmio do Estado do Rio de Janeiro, que correu no dia nove de março de 1890 com prêmio valioso para o vencedor. O esforço, entretanto, foi em vão. Em outubro daquele ano, nova mudança de diretoria, agora de novo presidida pelo dr. Érico Peña, que levou três meses tentando reanimar o Hipódromo Guanabara.

Entretanto, as divergências acumulavam-se e o prado só dava prejuízo financeiro. Por isso, no princípio de 1891, decidiu-se pela dissolução da entidade e foi nomeada uma comissão liquidante. A área, de 59.310 metros quadrados, foi levada a leilão em oito de abril daquele ano pelo seu ex-diretor e leiloeiro Afonso Nunes, que também leiloou os móveis no dia 14 do mesmo mês. O vencedor do primeiro leilão foi o comendador João Monteiro de Queiroz (1830-1907), com proposta no valor de 55:000$, mas ele acabou por abrir mão de seu direito em favor da Companhia Hime, que nas proximidades já possuía a Companhia Siderotécnica (a primeira metalúrgica fluminense, criada em 1856), a Companhia Brazil Metalúrgica e a Companhia Industrial do Brasil. Com a área adquirida, as três empresas expandiram-se e fundiram-se no século seguinte para a criação da Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas (CBUM), vendida muitos anos depois para o Grupo Gerdau, que encerrou as atividades daquela indústria pioneira na década de 1990, causando desemprego na região.

Sem hipódromo, sequer ficamos a ver navios, pois a ponte de atracação ali construída também foi abandonada; e nem ficamos a ver cavalos.

O fracasso, entretanto, não afetou dom Carlos Gianelli, cônsul do Uruguai no Rio de Janeiro e proprietário da Fazenda Guaxindiba, onde ele instalou raias de corrida de cavalos para animar os visitantes, na década de 1890, e depois criou a Tramway Rural Fluminense (TRF), com bondes puxados por locomotivas a vapor, de Neves a Alcântara, para o transporte urbano e também a fim de facilitar o acesso àquele prado privado, desativado na primeira década do século XX. O fracasso, já agora acumulado, também não desanimou o Clube Recreativo Flor de São Gonçalo nem o Hero Club de Alcântara, que fizeram seus próprios prados (o primeiro, no atual bairro de Mangueira; e, o segundo, no bairro do Coelho) e os inauguraram em agosto e em outubro de 1912, respectivamente. Igualmente, tiveram eles curta duração. Nem afetou o entusiasmo do empresário, de ascendência italiana, Francisco Docca, que instalou uma pista de corridas de animais (além de cavalos, cachorros) na localidade de Gambá, em 1925, reformou-a por exigência das autoridades e a reabriu em 1927, mas que também teve curta vida. Restou uma última tentativa, em 1957, quando foi lançado o Jóquei Clube do Estado do Rio de Janeiro, que sequer chegou a se tornar realidade temporária e, vendido em 1959 para incorporadores de loteamentos, transformou-se no que é hoje o bairro do Jóquei.

(Fonte: Site Bom dia, São Gonçalo! , 9/4/2017 (Acesso em 10/11/2017)

São Gonçalo, Neves. (Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, 1956)

 

 

“Mundial de salto resgata memória de trampolim histórico de Niterói”

Essa matéria foi publicada no site do Globo Esporte, em 26/9/2013, mas é interessante relê-la, pois fala de um dos monumentos que existiam em Icaraí, o famoso Trampolim:

“Construída nos anos 1930 e demolido em 1964, estrutura era ponto de encontro dos ‘corajosos’. Nova plataforma é montada no mesmo local

Por Helena Rebello, Niterói, RJ

Da plataforma de 27 m montada para a disputa da sétima etapa do Circuito Mundial de salto de penhasco saltarão apenas atletas profissionais. Mas a cena sem dúvidas vai despertar o saudosismo dos mais antigos moradores de Niterói, sede da disputa deste fim de semana. Exatamente no mesmo local da praia de Icaraí, décadas atrás, outro trampolim tornou-se referência e ponto de encontro para várias gerações de banhistas. A estrutura era menor do que a construída recentemente para o evento, assim como a complexidade das manobras dos esportistas de fim de semana. Mas impressão causada pelos que se aventuravam a pular no mar era semelhante à atual: só os corajosos eram capazes, dizem os veteranos.

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Foto de 1941 mostra o trampolim lotado (Foto: Manuel Fonseca / Acervo DDP – Fundação de Arte de Niterói)

O trampolim de Icaraí foi construído nos anos de 1936 e 1937 para substituir um outro trampolim, bem menor e de madeira, já em ruínas. Em uma parceria entre prefeitura, veículos de imprensa, clubes e populares, a obra foi executada a partir do projeto arquitetônico de Luiz Fossati. Em concreto armado, a estrutura foi idealizada para ter o formato de um pássaro com asas abertas e possuía plataformas de saltos em três diferentes alturas, além de escorregas voltados para o lado da areia.

Rapidamente a novidade tornou-se popular entre os moradores de Niterói. Hoje professor da faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Acyr de Paula Lobo mudou-se de Angra dos Reis para a então capital do estado do Rio de Janeiro em 1946. Na época com 12 anos, ele afirma que a diversão era acessível a todos.

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Banhistas fazem pirâmide humana em frente ao trampolim (Foto: Manuel Fonseca/ Acervo DDP-FAN)

– Como eu já estava acostumado com o mar, a praia não era novidade para mim. A novidade era o trampolim, era estar entre aqueles que saltavam. Eu era garoto, não era do tipo herói que mergulhava lá de cima. Na época eu só me aventurava mesmo no lance mais baixo. Não lembro de nenhuma competição oficial, mas era muito comum ouvir apostas de quem pulava mais alto, de quem dava mais piruetas. Tinha gente de todas as idades e classes sociais. Era bem democrático. Talvez por isso mesmo fosse tão popular – contou.

O professor ressalta que a presença feminina era rara entre os grupos que se arriscavam na plataforma. Hoje com 83 e 84 anos, respectivamente, as irmãs Lourdes e Itália Grippi faziam parte do grupo que apenas observava os saltadores da areia. Como moravam no centro da cidade, iam à praia de ônibus ou bonde e costumavam ficar exatamente em frente à obra de Fossati.

– A praia era muito boa, a água limpa, todo mundo frequentava. As pessoas iam para a praia e escolhiam a parte do trampolim para tirar fotos. Víamos as pessoas saltarem. Tinha que ser muito corajoso, porque tinha que ir nadando. Era longe da areia, fundo… Eu achava perigoso. Não víamos mulheres pulando, eram mais homens mesmo – disse Lourdes, professora de Letras e Educação Física, já aposentada.

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As irmãs Itália e Lourdes: para elas, o trampolim era algo a ser observado de longe (Foto: Helena Rebello)

As lembranças do antigo trampolim, porém, estão restritas à memória dos moradores e a poucas fotos da época – o próprio Departamento de Documentação e Pesquisa (DDP) da Fundação de Arte de Niterói possui apenas quatro imagens em seu acervo, todas cedidas pelo fotógrafo Manuel Fonseca, já falecido. Com problemas estruturais, a construção foi se deteriorando ao longo dos anos, passando a representar risco aos banhistas. Como havia partes de concreto se soltando e vergalhões à mostra, as autoridades optaram por implodir a obra em 1964.

Implosão do trampolim em 1964. Foto: Manoel Fonseca
Implosão do trampolim em 1964. Foto: Manoel Fonseca

– Diz-se muito que uma ressaca danificou o trampolim, mas na verdade já havia um defeito estrutural. O grande problema foi que o trampolim foi feito e trazido pronto. Em vez de cavarem uma fundação, fizeram uma grande base de concreto e acreditou-se que, com o peso, ela ficaria perfeita. Então quando desceu, na hora de bater no fundo já não assentou do jeito que esperavam. Mas de todo jeito demorou a ser destruído. Ele foi sendo abandonado aos poucos. Todas as pessoas de mais idade falam com saudades daquele tempo. Por isso acho que esse evento vai ser bem interessante, vai ajudar a resgatar essa memória – disse Maurício Vasquez, historiador e coordenador do DDP.

A plataforma da qual os atletas saltarão na etapa do Circuito Mundial de salto de penhasco ficou a cargo da equipe comandada pelo engenheiro Nelson Fiedler, também responsável pela instalação da cobertura de estádios de futebol como o Maracanã, Beira-Rio e Arena Dunas. O desenho da peça foi inspirado na obra de Oscar Niemeyer, autor do projeto do Museu de Arte Contemporânea (MAC), um dos símbolos modernos de Niterói. Toda de ferro, a estrutura levou quatro meses para ser construída em Araçariguama, no interior de São Paulo. A instalação foi iniciada nesta quarta-feira, mas não foi concluída até a publicação desta reportagem – um atraso no cronograma que provocou a transferência dos treinos, inclusive. A passagem pela cidade fluminense, no entanto, será breve. Ao término da competição, no sábado, a plataforma será desmontada.”

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Instalação da nova plataforma ainda não foi concluída e atrasou o cronograma (Foto: Helena Rebello)

* Capa: a nova plataforma. Foto: Helena Rebello