Água e esgoto

O sistema de água e esgoto sempre foi um problema em Niterói. No final do século passado, a população ainda se abastecia nos chafarizes da cidade. A primeira tentativa de se implementar um grande projeto de abastecimento ocorreu em 1831, com a canalização da água oriunda do Morro de São Lourenço. o projeto previa um açude, cuja construção se estendeu por décadas. Enquanto isso, os chafarizes existentes foram sendo consertados aguardando a conclusão das obras.

Outros locais de captação de água foram cogitados, sendo o manancial mais rico o do Rio da Vicência, que hoje corre canalizado ao longo da Alameda São Boaventura.

Finalmente, em princípios de 1892, depois da instalação de tubulações e de reservatórios, a cidade recebeu água de Nova Friburgo e, entre 1927 e 29, a capacidade foi aumentada com a água oriunda de Magé (Serra dos Órgãos).

Com o crescimento dos municípios de Niterói e São Gonçalo, o sistema ficou obsoleto, chegando ao colapso. Criou-se, então, a Companhia de Água e Esgoto de Niterói, seguida depois pela CEDAE do Estado do Rio e agora a Concessionária Águas de Niterói.

Atualmente, os bairros mais populosos são abastecidos pelo sistema Laranjal-Imunana, localizado em São Gonçalo.

A precariedade do sistema de esgoto era ainda maior. Em 1880-81 a população se servia de fossas ou dos serviços da Empreza de Remoção de Matérias Fecais, que coletava os dejetos e os despejava nas águas da Baía de Guanabara. Francisco Portela, primeiro governador do Estado, médico por profissão, procurou sanar o problema com um projeto de rede de canalização para esgotos com todo o processo de desinfecção por meios químicos, a ser implantado nos bairros do Centro, São Domingos, Icaraí, Santa Rosa etc. A execução do projeto, ampliado e modernizado, só foi concluída em 1920, durante a gestão do Prefeito Otávio Carneiro.

Em 1940 foi construída a estação de tratamento de Icaraí, entrando em operação somente em 1976. A estação de tratamento permitiu a redução considerável do lançamento de dejetos in natura nas águas da baía.

(Publicado no boletim semanal do Rotary Club de Niterói Icaraí, de 29/5/1996)

 

 

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